sábado, 5 de novembro de 2011

Em busca da Terra do nunca
Toda vez que uma criança diz: " Eu não acredito em fadas", em algum lugar, uma pobre fada cai morta.


Sinopse:

J.M. Barrie, bem sucedido escritor escocês, um gênio literário de seu tempo, mas enfadado pelos mesmos velhos temas, necessita seriamente de inspiração. Inesperadamente, fazendo sua caminhada diária pelos Jardins Kensington em Londres, ele encontra a inspiração que precisava. Lá, Barrie conhece a família Llewelyn Davies: quarto meninos e sua linda, recentemente viúva, mãe. Barrie se torna amigo da família, mostrando aos rapazes truques, disfarces, jogos, brincadeiras, criando histórias de castelos e reis, vaqueiros e índios, piratas e naufrágios. Ele transforma galhos em poderosas espadas, pipas em fadas encantadas e os meninos Llewelyn Davies nos “Meninos Perdidos da Terra do Nunca”. De uma excitação genuína e da falta de aventura de sua infância sairá o mais desafiante e renomado trabalho de Barrie: Peter Pan. Quando Barrie está pronto para apresentar “Peter Pan” ao mundo, uma trágica mudança do destino fará com que o escritor e aqueles que ele mais ama entendam o que significa realmente acreditar.

Opinião geral sobre o filme
Eu sempre quis assistir esse filme, então recentemente, ignorando que não posso mais gastar dinheiro, resolvi que o compraria finalmente (é para isso que servem os cartões de crédito, não?) simplesmente por que sei que um filme com esse título e o Johnny Depp não poderia me decepcionar.
É claro que eu estava certa.


Em busca da Terra do nunca não é um filme recente, mas como já disse, eu sempre descubro as coisas eras depois que elas foram lançadas. A história é baseada em fatos reais, diga-se a vida do escritor de Peter Pan, James M. Barrie, e como se deu a sua inspiração para escrever sobre os garotos que habitam Neverland, baseados em sua convivência com os meninos de uma família que ele conheceu, e a qual se afeiçoou.

O modo como o filme mostra a imaginação do autor é muito bonito, e o Johnny Depp esta perfeito no papel. Acho que ele é um ator incrivelmente talentoso, e a sua atuação nesse filme foi excelente (como sempre - ninguém supera as caras dele, ninguém)

Nunca li Peter Pan. Sim, estou um pouco envergonhada disso. É um clássico da literatura infantil, e eu sempre quis dar uma olhada, mas ficava adiando e adiando. Mas depois que vi esse filme, estou morrendo de vontade de correr até a biblioteca. É uma história que, aparentemente, tem muito das coisas que eu penso.
Não sei se foi por que assisti de madrugada, com um puta sono, ou sei lá o que, mas acontece que o filme até me fez ficar com os olhos cheios de lágrima, e nem tinha esse apelo. Acho que tudo que trata da imaginação e de se viver nos mundos criados por ela me fazem ficar um pouco tristes, pelo fato de eu mesma viver na minha.




Enfim, é um filme lindo, e eu não vejo a hora de conhecer a terra do nunca pessoalmente.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Travessuras ou gostosuras?

Sabe o que é legal de fazer faculdade?
Nada
É essa a minha opnião.
Mas surgiu uma oportunidade de dar asas a minha imaginação, um trabalho de português instrumental onde eu posso apresentar sobre o que eu quiser e adivinhe o que eu escolhi???

HALLOWEEN
Imaginem que maravilha será minha nota. (noção, faço adm u.ú)

Portanto vou postar aqui uma pequena parte do meu trabalho, a parte mais legal apenas.
Isso se vocês ainda não fugiram daqui depois de todo esse meu lenga lenga


Um pouco de história...

Uma das lendas, de origem celta, diz que os espíritos de todos aqueles que morreram ao longo do ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam que está era a única chance de vida após a morte, eles também acreditavam que o mundo dos espíritos podiam se misturar com o dos vivos.
Porém os vivos, é lógico, não queriam ter seus corpos possuídos, então na noite do dia 31 de outubro eles apagavam todas as tochas e fogueiras, se fantasiavam e andavam por perto ruidosamente, sendo tão destrutivos quanto possível, desse modo esperavam assustar os espíritos que queriam possuir seus corpos.

Travessuras ou gostosuras?

A brincadeira de "Doces ou travessuras" é originaria de um costume europeu do século IX, chamado de "almejar". No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "bolos de alma", que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.
Para cada bolo ganho, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.

Abóboras e velas

Jack da Lanterna ( Jack O'Lantern)
Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo, não.
No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. Os nabos na Irlanda eram usados como suas "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.


 Bruxas


Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.

Para encontrar uma bruxa é preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você verá uma bruxa!  (Será?)

Gato Preto
O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.

No próximo post
  • Halloween pelo mundo
  • Significados: Cores e imagens

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As Bruxas Mayfair - A Hora das bruxas II




sinopse:
Continua a saga dos Mayfair, com suas tragédias e mistérios. Rowan toma posse da casa, da esmeralda e do legado. Mas, de quebra, leva também Lasher e sua maldição. Cabe agora a Rowan decidir-se entre o amor de Michael Curry e a sedução desse ser poderoso que quer ficar nesse mundo para sempre.


OPINIÃO FERAL SOBRE O LIVRO:
Já foi feita uma resenha aqui no blog de A hora das bruxas I, e eu disse que o livro não seria fácil de resenhar, por conta de tantos detalhes na história, e com esta continuação não poderia ser diferente.
A saga das bruxas Mayfair, neste segundo volume, segue a partir do ponto exato em que termina o primeiro volume, porém, para a minha triste decepção, não continua no mesmo ritmo. O que quero dizer, é que a leitura se tornou por demais maçante em boa parte do livro, e somente lá pela metade é que começa a ficar de fato interessante. Acredito também, que uma parte considerável de minha não apreciação total se de pela protagonista, Rowan Mayfair, que sinceramente, foi uma das mais chatas que a Anne Rice criou, e nesse livro, como a história tem maior foco sobre ela e sua relação com a criatura nomeada Lasher, a coisa toda não tem tanta graça quanto poderia ter, acredito eu, se a personagem da Rowan fosse um pouquinho mais interessante.
Pode-se dizer que este livro também tem dois momentos, assim como o volume I. Na primeira metade, vemos o casal, Michael e Rowan, cheios de planos de destruir a criatura Lasher, e felizes em restaurar a antiga residência da família Mayfair (acho que a casa é mais cativante que os dois como personagem) para irem morar nela em seguida. E na segunda parte, pode-se dizer que consiste no envolvimento e conhecimento maior que Rowan toma da criatura, Lasher, que também é bem mais interessante.
A família Mayfair continua a ser muito interessante para mim, mas acho que o desenvolvimento da história tirou um pouco da minha animação pelo todo.

Algo que também me incomodou foi a demora em terminar de ler esse livro, simplesmente por que sabe... não dava muita vontade mesmo. Mas eu li. E vou ler toda a continuação da história, por que bem... eu comprei os outros dois volumes (influência total de amiga que adorou a história). Não que eu não goste de livros longos, pelo contrário, eu adoro, mas esse... eu sinto que talvez, se ele tivesse menos páginas, funcionasse melhor. Ou não.


Personagens favoritos:
Como eu disse, A casa. A casa é interessante. Me deu muita vontade de poder entrar nela e explorar tudo.
E o Lasher, que instiga a curiosidade no decorrer do livro. No caso, ele é o grande mistério.

Citação:

" - O futuro é um tecido de possibilidades que se entrelaçam - disse ele. - Algumas vão aos poucos se tornando prováveis; algumas vão se tornando inevitáveis; mas existem surpresas inseridas na trama e na urdidura que podem rasgar o tecido."



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Skins -
Meu mais novo vício desatualizado.


Eu sou uma pessoa velha de nascença, e geralmente eu só descubro coisas legais depois que ninguém fala mais nelas. Eu simplesmente tenho preguiça e fico adiando quando ouço, leio ou vejo algo que me interesse, e isso se da principalmente com coisas relacionadas a tv. Sei lá, tv me da preguiça, e como eu não gosto de pegar as coisas pela metade, isso acontece muito com séries. É bizarro, tem um monte de séries que eu queria assistir e não assisto só porque não vi os primeiros episódios, e não tenho paciência para ver na net.
Portanto, não me zoe quando digo que só agora assisti a Skins (acho que passou em 2006 ou algo assim), e estou declarando amor á essa série, que mesmo não sendo um livro entra para as minhas descobertas do ano totalmente.

Skins é uma série inglesa que é basicamente sobre um grupo de amigos na faixa de 17, 18 anos, e mostra a vida desses jovens de forma bem real, com conflitos reais e personagens muito bem desenvolvidos. Os episódios tem os nomes de um deles de cada vez e se desenvolve sob a perspectiva desse personagem em particular, então você passa a conhece-los muito melhor, com os detalhes e conflitos de sua vida a parte do grupo.

Eu adorei, gostei muito mesmo de Skins, e simplesmente não consigo parar de assistir em qualquer tempo livre que consigo. O ruim de assistir uma série que passou a tanto tempo, é que se você vai buscar qualquer coisa, mesmo que seja imagens ou música, você irá descobrir spoilers, tipo...GRANDES spoilers....e isso, isso é uma merda. E aí você vai ficar tipo... "mas ....mas eu não acredito que isso vai acontecer...Oh my GOOD!!! shit! por que eu fui pesquisar isso? PORQUE?"
E isso é muito chato.
Mas mesmo assim eu não consegui perder o entusiasmo pela série, por que sei lá... é viciante.
E eu nem me identifico com toda essa juventude demonstrada.Na verdade, eu acho que eu não sei ser jovem, nem nunca vou saber. É um pouco triste.
Agora eu estou assistindo á segunda, que ainda é legal, embora tenha acontecido coisas desapontadoras (para mim), mas eu ainda acho que é legal e tenho fé que não terminara de maneira idiota e frustrante.

PERSONAGENS:
Bem, são todos os da foto acima, mas os mais legais para mim são a Cassie e o Tony. E tem o Maxxie que é gay e tem carinha de inocênte, um fofo sem tanta frescura como um esteriótipo e a irmã do tony que eu suponho que tenha sérios problemas - Só eu acho loucura sair de madrugada e entrar numa farrinha num armazém que fica num lugar bem deserto? - Mas ela tem bastante personalidade.

Mas falando nos favoritos:

Cassie - " WOW, lovely"

Ela fala muito "Wow", e "lovely", e nunca vi um "fuck off" tão meigo. Cassie tem um jeito sonhador e problemas alimentares - ela não come, e em um episódio ela fica três dias sem comer por que tem um encontro. Logo de cara eu já gostei dela, toda maluquinha, e eu diria que o episódio dela foi um dos melhores.


E o Tony - o canalha manipulador

A reação imediata de quem assistir provavelmente é raiva, por que ele é de fato um cretino, manipulador, que usa as pessoas e faz com que nos perguntemos como é que o melhor amigo e a namorada, principalmente, não percebem que ele esta se divertindo legal em usa-los. Mas esse é o Tony, e é o jeito dele, e eu me diverti muito com suas cretinices. E acho que vai entrar para a minha lista de personagens favoritos em geral mesmo.


Enfim, quem não conhecia, fica aí a dica, Skins é uma ótima série.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coisas da net





Olá, pessoas que eu imagino existir e que leem meu blog! Hoje, devido a motivos de finalmente ter tomado vergonha na cara, tomei a resolução de fazer deste blog, algo mais frequente, leia-se postagens sem tanto intervalos de dias (como eu venho fazendo) e sim algo mais diário, digamos assim. Portanto, moi, pessoa desorganizada e confusa, me esforçarei ao máximo em trazer conteúdos quase todos os dias. E nada como estrear essa minha resolução, neste dia tão querido para todos que é a segunda feira (NOT).

Mas vamos ao que interessa: "Coisas da net" é uma pseudo nova sessão no blog que resolvi por em prática, e que tem por principal conteúdo coisas interessantes, engraçadas, informativas ( ou não), que minha pessoa em suas horas de ócio encontra pelo acaso nessa nossa internet da vida. É claro que o que é engraçado para mim, pode ser retardado para outros, mas que seja.

E a primeira coisa legal que vos posto, é esse site aqui: http://minimotivation.com/

Estava eu, desocupada pela net, quando achei um blog bem legal ( o Clueless) onde eu li a referencia ao MiniMotivation.
Lá você pode encontrar um material muito bom de frases e ás vezes, vídeos e imagens de motivação. Por que eu achei interessante? Por que é muito inspirador, principalmente para quem esta próximo de tomar certas decisões na vida (eu) e tem determinados receios. Achei simplesmente quase impossível de parar de clicar para ler a próxima frase, ver o máximo de material que pudesse. Trata-se principalmente de nos incentivar a não desistir do que queremos.

O site esta em inglês, mas e daí? Para todo inglês capenga, existe um Google tradutor a espera.





terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sangue quente, de Isaac Marion
Em que confesso: Me apaixonei por um zumbi.




"OI, EU SOU UM ZUMBI e isso não é tão ruim assim. Me desculpe por não poder me apresentar direito, mas não me lembro do meu nome, nenhum de nós se lembra. Também esquecemos de nossos aniversários e das senhas de banco. Acho que meu nome começava com R. É engraçado, porque, quando era vivo, vivia me esquecendo do nome dos outros. Estou descobrindo que esse tipo de ironia está muito presente na vida dos zumbis, mas é difícil rir quando mal consigo falar."






Sinopse:
Em algum momento da história, os zumbis apareceram e agora o mundo está destruído. Os humanos normais fugiram para dentro dos enormes estádios de futebol e lá criaram suas pequenas comunidades. Mas nossa história é contada do ponto de vista de R, um zumbi que se arrasta como os outros, caça como os outros, como carne e cérebros (a mais fina iguaria) como os outros, mas que às vezes, tem sonhos de como era ser humano, e tenta se lembrar de sua vida anterior e filosofa sobre isso.

Ai vem a parte da qual eu desconfiei:

Um dia, em uma caçada, R encontra Julie e, no meio da carnificina que seu grupo impõe ao dela, algo o impede de matá-la. Mas o que aconteceu?
"É possível haver atração entre humanos e zumbis? Serão eles Romeu e Julieta de um mundo pós-apocalíptico?" e BlaBlaBlaBla......

NÃO PARE DE LER!
Não é isso intende? Esse segundo paragrafo da sinopse (esta na capa do próprio livro) mais a frase da Stephenie Meyer na capa te passa consideravelmente uma ideia errada do conteúdo da história.

Esse livro é MUITO MUITO MUITO - infinito - LEGAL.
Nossa pareci uma criança agora, mas que seja!
Sinceramente, estou cansada desses blogs em que os autores pensam se tratar de uma revista chata e especialista para catalogar os livros, e não serei eu mais uma a fazer o mesmo do mesmo. Escrevo sobre os livros que leio na medida em que gosto deles, e se eu adorei, como foi o caso deste, não vou ficar de mimimi escrevendo enrolações e dando uma de crítica literária. Eu sou uma leitora, e como esta , quero somente passar para vocês a ideia: Vai! Corre, lê esse livro amigo(a), por que é muito bom!!!
Voltando ao foco - "Sangue quente" não é um livro YA como nos faz parecer a resenha. Não é só um romancezinho entre criaturas sobrenaturais e humanos. É uma história entende? Uma história de verdade, que não te faz querer largar o livro nem por um instante, por que o R é... o zumbi mais interessante do qual tive conhecimento. É claro que tem um pouco dessa coisa de amor, mas é algo bem leve, não é sobre o que gira a história. Enquanto lia, ficava pensando "Puts... nossa, que escritor criativo, como ele pensou num lance desses?!" Por que é um livro que, apesar do tema, te faz pensar, te passa ideias, e para mim, acrescentou algo.
Acho que trata principalmente, da esperança e da capacidade que cada um tem de poder mudar as coisas, e principalmente a si mesmo. Mas não é chato. Sei que dizer assim parece chato. Mas não é.


Sabe o quanto foi legal ler a história pelo olhar de um protagonista zumbi? Logo no começo, com a a apresentação do R eu adorei ele. Ele não é o cara mais lindo de um lugar qualquer no ensino médio. Ele não é um vampiro/lobisomem/homem-fada/qualquercoisassim bonitão, entende? Ele é um ZUMBI, e como tal, come pessoas. E cérebros. E isso é tão legal...
E é claro, esta em decomposição.
Mas mesmo assim, ele é adorável.

minha cara enquanto lia o livro - idiotamente fascinada

Achei o jeito como o autor desenvolveu a história muito bom. O R evolui com a ajuda da presença da Julie, a garota que ele não come (sem malícia por favor) por que, pasmem, ele havia comido o cérebro do seu namorado Perry instantes antes, e isso desencadeia algo nunca visto antes... a vida do cara morto começa a passar pela mente de R com mais intensidade do que qualquer outro cérebro tinha lhe proporcionado, fazendo com que o instinto nos últimos instantes de Perry de proteger Julie, passassem adivinhe para quem? O zumbi que comeu seu cérebro.
E aí, as coisas tomam o impulso para os seguintes acontecimentos, que eu não contarei por que seria spoiler e eu não faria algo tão filhadaputamente malvado, não em relação a esse livro, que vale totalmente a pena ler. E ir descobrindo as coisas, acompanhando os acontecimento com os olhos vendados, por assim dizer.


eu tenho mesmo

Devo acrescentar que me identifiquei muito com o R - sim, eu sei, ele é um zumbi - mas não foi num sentido físico da palavra, foi nas ideias, nas coisas que ele pensa com o desenrolar do livro... questões basicamente existenciais, e foi ai que eu me apaixonei por um zumbi. Sei lá, ele também é muito engraçado, mesmo quando não é engraçado. Acho que tenho probleminhas - Queria um zumbi legal assim para mim. Que comesse cérebros... contando que não fosse o meu.
Mas brincadeirinhas com fundo de verdade a parte, o R evolui muito, e você torce por ele, para que ele continue avançando em sua tentativa de ser um Vivo. A Julie é legal também como uma moleca que aprontou muito, e tem problemas com seu pai, um general que não é exatamente um poço de emoções a vista. Enfim, a parte mais legal de tudo é o R.
E é claro que ele entrou para o top 10 + personagens que gosto de todos os tempos...


CITAÇÕES:

" Ter um pensamento com foco é algo raro por aqui, por isso sempre seguimos um quando ele ocorre. Senão ficaríamos apenas parados grunhindo o dia todo. Aliás, ficamos bastante tempo parados grunhindo o dia todo. Passamos anos assim. A carne vai secando de nossos ossos e ficamos ali parados, esperando para acontecer. Sempre me pergunto quantos anos tenho."


"Antes que eu possa ficar ofendido, ela olha para mim e sorri. - De qualquer forma... gosto deles. Dos seus olhos. Eles são bem bonitos. Assustadores... mas bem bonitos.
Provavelmente é o melhor elogio que já recebi em minha vida de morto. Ignorando meu olhar idiota que a segue, Julie caminha pela casa e cantarola algo para si mesma."

" Sangue negro espirrou nas paredes. Perder um braço, uma perna um pedaço do torso, nada disso é levado em consideração, damos de ombro para isso. Um problema cosmético de pouco importância."

Isaac Marion - o autor, que eu admiro bastante no momento - e ele é bonitinho não?
Não o imaginava assim, na verdade... pensei que fosse sei lá, um escritor mais velho - vai saber por que...


Portanto, tenho a acrescentar que este ano esta sendo muito prolifico em descobertas aleatórias de livros incrivelmente legais e bem escritos. Obrigado Sr. Marion.... você tornou os meus dias mais empolgantes recentemente.
VAI LER ESSE LIVRO LOGO!!! ESTA ESPERANDO O QUE? (nem responda se for no caso de money)


P. S:Li por aí na net que parece que vai ter um filme. Que droga, provavelmente vão estragar a história e foder tudo.

P.P. S: Não é uma imitação de crepúsculo ou inspirado no mesmo, como li em alguns blogs aleatórios quando estava pesquisando sobre o livro na net. Acho que as pessoas deviam pensar direito no que escrevem, e parar de fazer comparações baseadas em aspectos vagos, que só servem para acabar com a imagem de um bom livro e fazer quem não gostou de "Crepúsculo" nem dar uma olhada.

* Eu não tenho nada contra Creúsculo ok, só uma ou outra coisinha, acho até a história legal. Não me crucifiquem por favor. E cara, ja é o segundo livro com frase da Stephenie Meyer na capa que eu gosto. Algo a verificar...


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

As Bruxas de Mayfair, A hora das bruxas vol. 1 - Anne Rice


Sinopse:

A Talamasca, um grupo com poderes extra sensoriais voltados para o bem, durante séculos pesquisou a vida da família Mayfair, uma dinastia de bruxas que começou no século XVII, na Escócia, transplantou-se para o Haiti e de lá para a fantasmagórica Nova Orleans. É através dos seus volumosos arquivos que vamos descobrir essa saga de seres decadentes e mórbidos, convivendo pacificamente com o incesto, as tempestades e um espírito, meio divindade celta, meio demônio, chamado Lasher.

OPINIÃO GERAL SOBRE O LIVRO:


Certo. Essa vai ser difícil.
Já leram um livro, e depois, ao querer contar a história para um amigo (ou fazer uma resenha), percebeu que nem sabia por onde começar, que a história simplesmente era bastante complexa, com muitos detalhes ou qualquer coisa assim?
Pois bem, eis uma história difícil de explicar, portanto, irei por partes.

A hora das bruxas I e II são a mesma história (sim, há um segundo volume), e a resenha que farei, portanto é de apenas metade da história, se formos analisar.
O livro pode ser dividido em duas partes, sendo a primeira a apresentação dos personagens contemporâneos e a atual situação da história, e a segunda ( a melhor), a história ao longo dos tempos de toda a galeria de personagens da família de bruxas Mayfair e os envolvidos a esta.

A história das bruxas Mayfair nos é derramada aos poucos.
O livro começa com o relato de um médico que acompanha por um breve período de tempo, Deirdre Mayfair, que permanece a anos num estado aparentemente indefinido de paralisia esquizofrênica ( nem os médicos do livro entendiam direito do que se tratava, quem dirá eu). E o mesmo médico vivência a aparição de um estranho homem, também conhecido na história como " O Homem", uma espécia de espirito/demônio (chamado Lasher) que acompanha as bruxas Mayfair.

Mais uma série de relatos nos é apresentada, e sem que me desse conta, estava presa. A história das bruxas mayfair é incrivelmente bem construída, e muitas vezes quase esqueci que o que estava lendo era ficção e ficava pensando na história como se fosse real de fato. Muito bizarro.

Porém, quem já leu algum livro da Anne Rice sabe como a narrativa dela pode variar da coisa mais empolgante para algo bastante difícil de passar adiante. É claro que isso não é regra, eu adoro os livros da Anne, mas é um fato que as vezes, suas descrições minuciosas podem ser um pouco chatas, e as vezes, seus leitores desavisados se cansam e perdem um bom livro.
Eu que conheço, sei o quanto enrolei para ler o livro, mas depois , quando chegou mais ou menos na metade, eu devorei de uma vez só, durante o dia todo (ontem para ser mais exata). Personagens bem construídos é pouco para o que Anne criou. São pessoas, entende? Realmente pessoas, incrivelmente bem descritas, e eu mais de uma vez me peguei pensando nesses personagens, e o mais incrível é que Anne dedicou algo equiparável a capítulos para tratar de cada um deles. Agora me diz, como é que um personagens criados e desenvolvidos com algumas páginas pode fascinar tanto?

De todas as bruxas apresentadas, o personagem do qual mais gostei não era uma bruxa. Era o bruxo.
Deixem-me explicar melhor. As bruxas Mayfair desde que se travou conhecimento delas, sempre passaram o poder (e "O Homem/espirito-demônio) para uma filha, não necessariamente a mais velha, mas basicamente a que podia ver Lasher (o citado demônio ou seja lá o que for - não é bem definido).
E toda a trajetória da família que nos é passada através dos arquivos da entidade chamada " O Talamasca" desde a Europa medieval até os nossos dias é simplesmente muito, muito interessante.

O que me leva ao tópico seguinte, O Talamasca.

O Talamasca
Nós observamos
E estamos sempre presentes.

O Talamasca é uma instituição com uma história que remonta ao século XI, e nos termos atuais seriam um grupo de historiadores interessados basicamente em pesquisa psíquica. A bruxaria, as assombrações, os vampiros, as pessoas com alguma capacidade psíquica notável. Tudo isso os interessa, e eles mantém um arquivo com informações a esse respeito.
E sobre isso, cheguei a conclusão de que seria muito legal mesmo trabalhar para O Talamasca. Seria mesmo.


A história tem incestos (muitos incestos, e de tipos variados), e se a pessoa que ler for muito moralista e se chocar facilmente, bem... vai ficar chocada. Eu adorei. Acho que todos os pares incestuosos combinavam bastante. Não, eu não sou uma pessoa pervertida.

Outro olhar que temos da história é pelo personagem Michael, que é inserido na história logo no começo ( e eu meio que esqueci de mencionar acima), e grande parte do livro é pelo seus olhos, até a a segunda parte, onde ele começa a ler os arquivos da Talamasca, e ai se desenrola a grande parte legal. Não é que o Michael seja chato. Ele não é. Só achei que ele ficou tempo demais em cena.
Michael sofreu uma experiência de quase morte e é salvo pela Dra. Rowan Mayfair. Então, as coisas mudam para ele, que acorda dessa experiência com um poder de tocar objetos com as mãos e poder sentir e ver fatos ou imagens relacionadas ao objeto, e o mais importante de tudo, Michael tem uma missão, que lhe foi dada no lugar onde esteve, por seres que ele acredita serem divinos, porém Michael não se lembra do que é exatamente tendo somente a sensação de que seja o que for, será em sua terra natal, Nova Orleans, onde, sim, vivem a família Mayfair.

Lendo o meu texto no momento, acredito que esteja um tanto confuso, mas que seja. O que quero lhes passar é que esse livro é maravilhoso, uma história bem construída, interessante, e obviamente uma das melhores obras de Anne Rice. Eu sei que tem gente que tem preconceito com os livros dela, por ela parecer ser uma velhinha (com cabelo estiloso na minha opinião), mas as coisas que ela escreve ... nossa. É por isso que eu adoro ela. Posso não ser uma fã incondicional, mas admiro o modo como escreve coisas que a sociedade condena (leia-se relacionamentos homossexuais, incestos, e por ai vai). É muito legal. E repito, não, eu não sou uma pervertida.
E além disso, é óbvio que Anne Rice é uma excelente escritora.

PERSONAGEM(S) FAVORITO(S) :
Ah, sem sombra de dúvida o Julien. Ele é o único homem na família Mayfair que parece ter tido os poderes das bruxas, e ele é engraçado, sabe viver a vida, bissexual, incestuoso (com a irmã e a sobrinha - ou filha :O)
Adoro o Julien.

CITAÇÃO:

" Dê-me um homem ou uma mulher que tenha lido mil livros e estará me proporcionando uma companhia interessante. Dê-me um homem ou mulher que lido talvez três, e estará me dando no fundo um perigoso inimigo."

Sobre a alienação de pessoas que liam um ou dois livros sobre bruxaria e demônios e saiam a pregar a morte de mulheres inocentes, cegos por sua ignorância.
Mas também pode ser empregado a muitos outros tipos de alienados por um único livro, pense nisso.

" - Quando examino o futuro - alega-se ter Mary Beth dito, - tudo o que vejo é como a maioria das pessoas é fraca e como se esforça pouco para lutar contra o destino ou a má sorte. Cada um pode lutar, sabia? Pode mesmo."

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cawboys e Aliens - e o tédio, o sono e a bunda de Daniel Craig...





Esse filme...esse filme... alguém precisa avisar as pessoas.
E eu, como a boa samaritana que sou (mentira) resolvi que abraçaria este papel. Pessoas, eu não sei qual o gênero de filme que gostam, só sei que as chances de você querer sair da sala do cinema são muito grandes. Extremamente grandes na verdade. Eu diria que, se não fosse pelo fato de ter pagado, eu teria saído depois de meia hora de filme. Ou não. Se você for masoquista ou mão de vaca (o meu foi o segundo caso) ficará na sala até aparecerem a primeira linha dos créditos e depois... correrá.
Deixem-me explicar- lhes o motivo de meus argumentos acima.
A questão é que o filme é chato mesmo. Não num sentido particular, por que eu sinceramente tenho muita paciência. E tento ser boazinha com as minhas escolhas, mas depois de vinte minutos meus amigos me xingavam e diziam que queriam ir comer ou fazer qualquer outra coisa. E o engraçado foi que vi a maioria das pessoas saírem num átimo da sala, meio apressadas me pareceu. Eu nem executei meu ritual de preguicinha para sair... foi inédito .
Mas preciso falar do filme.
Ele não te acrescenta nada. Ok, é um filme com o título "Cawboys e Aliens" não passa essa ideia, porém eu esperava o mínimo de criatividade, de cenas engraçadas, de excentricidade, que seja, mas nada disso acontece. A impressão que tive, é de que as cenas eram recortes de outros filmes, sem... sem nada de novo.
Portanto, acho que de fato, a única coisa realmente criativa foi o título mesmo. Fui enganada. Droga!
O filme entendiava muitas vezes, e as cenas de ação não eram exatamente a coisa mais empolgada que já vi: Muitas pessoas voando, aliens correndo como orangotangos (e feios como o diabo - ou mais, eu acho), tiros, índios e sei la´. A mistura parecia interessante, e no final, ficou foi frustrante (rimei, que bonitinho).
Minha mente se ausentou em alguns momentos, e eu meio que não lembro o nome dos personagens...
Meus amigos me xingaram o filme todo. Agora eu estou marcada como " não houve a Tais, as escolhas de filme dela são péssimas."
Obrigado, Cowboys. Obrigado Aliens. Minha reputação esta no lixo.


- A culpa é sua,foi você que escolheu!
- Quem... eu?!


Tudo bem, o Harrison Ford esta no filme. Uau! Ele fez Indiana Jones... e é tipo, o Harrison Ford, e tem a Olivia Wilde, que fez ou faz (eu não sei e estou com preguiça de procurar no google) a Thirteen, na série House (que é muito legal, todos sabem disso), e o cara que fez o James Bond, Daniel Craig, que eu nunca achei um cara muito atraente, mas que tem bunda, ah, ele tem. Depois de muito tempo procurando algo no tédio, reparei nisso. Acho até que fizeram uns closes da bunda dele de propósito. A bunda dele é realmente atraente. Eu gostei da bunda do Daniel Craig, só não da cara dele.




Que seja, somente uma bunda interessante não salva um filme.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre Falar em Público.
uma das coisas que mais detesto na vida.

Recentemente, me foi passado uma quantidade escandalosa de trabalhos na faculdade, o que por si só já é bem ruim, porém como as coisas ruins sempre veem acompanhadas de suas grandes amigas chamadas coisas piores, parte dos citados trabalhos terão de ser apresentados.
O que me remete a lembranças de coisas como:
sala cheia de gente.
cheia de gente olhando para mim.
eu na frente da sala cheia de gente.
eu querendo morrer.
eu querendo matar pessoas.
E tudo isso me remete a uma de minhas grandes questões de filosofia reclamona: Por que os professores insistem em - desculpem-me a palavra - foder com a vida dos extremamente tímidos/envergonhados/com grandes problemas de fala. Por que? Sera que eles tem ideia do quanto sofremos? Sim, sofremos, porque tenho certeza de que há mais sofredores comigo nessa causa!


A questão é que os professores podem até ter boas intenções, como "isso é uma coisa necessária na vida" e " você tem que superar isso" ou " eu também era assim/conhecia alguém assim"... Acontece, queridos professores bem intencionados, que eu não consigo fazer isso. Ponto. Sem mais. Será que eles acham que com uma única apresentação, que com a apresentação do trabalho passado por eles, eu vou me curar? Mesmo? Por que, se fosse assim já era para eu estar curada.




Por que os professores não entendem que existem pessoas diferentes, pessoas que tem uma timidez REAL, não uma coisinha de mimimi, "ai eu tenho vergonha". O negócio é sério. Eu passo mal em apresentações, tenho taquicardia, vontade de vomitar, gagueira, tremedeira, pressão baixa, gastrite nervosa e por aí vai...
E o problema é que eu de fato já tentei superar isso, me esforcei, mesmo. Mas o problema não se resolve e definitivamente, essa coisa de falar para um monte de pessoas não é para mim.
Portanto, palmas para quem consegue, eu vos invejo, vocês pessoas que tem o dom da oratória.




Minha reação ao saber que terei de apresentar qualquer coisa.

Nem tenho palavras que possam relatar todo o meu sofrimento na vida escolar, todos esses anos sendo forçada a fazer essas apresentações, todas a notas que perdi por não conseguir abrir a boca e dizer coisa com coisa. Foram experiências realmente ruins, meu caro.



tenho certeza!!!

Agora, vamos as reações do publico escolar, ou, nossos prezados coleguinhas de classe (também chamados por mim de bandodefilhosdaputacruéis)
Os alunos na maior parte das apresentações, estão pouco se lixando para o que seus colegas estão apresentado. Então, a partir desse pressuposto universal, suas atitudes em apresentações variam principalmente entre três:
atitude 1 - Fingir que esta prestando atenção no que esta sendo dito.
atitude 2 - conversar com o amigo mais próximo.
atitude 3 - conversar com o amigo mais próximo sobre os apresentadores e RIR deles.

Mas os três tipos para mim é a mesma coisa, ou mais precisamente, cobertos da atitude 3. Pior é que existem mesmo pessoas que riem diante da dificuldade alheia, que não tem o menor escrúpulo. E sabe o que penso sobre essas pessoas?
resposta: Vocês merecem a morte. E de maneira bem cruel, de preferencia com torturas.
Se tem uma coisa que aprendi a fazer é respeitar as pessoas, principalmente em situações obviamente difíceis. Eu tenho escrúpulos.



minha vontade é essa ao estar na frente de um bando de babuínos babacas.



sorrisinhos cúmplices...esse tipo me aniquila.

As pessoas são más. Foi isso o que aprendi na escola. Uma lição muito importante na vida, e aprendida de maneira bem vívida.


se eu tivesse uma, não sei qual seria minha ação...não sei mesmo.


Acho que se as pessoas me conhecessem, ou se soubessem minimamente o que a minha mente sociopata é capaz de criar, elas não ririam.


Brincadeirinha.

sábado, 10 de setembro de 2011

Frases geniais - sobre livros e outras coisinhas

Recentemente (talvez nem tão recentemente assim) li um livro do qual gostei muito. O mais bizarro, foi que esse mesmo livro, chegou em minhas mãos num impulso de compras sem sentido e nem um pouco adequado (me refiro a minha atual situação financeira de dar dó / aceitando esmolas).
Simplesmente, peguei "Louco aos poucos" em minhas mãos, e o título me pegou. A capa me pegou. E talvez a meu estado de espirito insano do momento (ouvindo Nirvana - e pensando que dinheiro chove), li a sinopse bem por cima mesmo e comprei. Parcelado no cartão de crédito, mas comprei.
E sabe de uma coisa - EU ACERTEI PELA PRIMEIRA VEZ NUMA COMPRA IMPULSIVA/INSANA/IDIOTA e barra qualquer adjetivo de gente sem noção que quiser.

Esse livro é uma viagem total - figurativa e literalmente também, no qual o protagonista descobre sofrer de uma espécie de doença da vaca louca - é, legal não? :DD
Tipo um Dom quixote moderno e adolescente loser.
E que vai morrer.
Ops...

Esse livro é muito doido, e pretendo fazer uma resenha dele algum dia desses - quem sabe amanhã, ou ontem, ou sei lá quando - mas pretendo, então, como um aperitivo para que vocês possam ter uma ideia do tipo de coisa que se é dita pelos personagens, algumas frases dos mesmos.

" Num mundo como esse apenas o aleatória faz sentido".

"- Siga o meu conselho e viva muitos anos, porque a maior loucura que pode fazer um homem é se deixar morrer".

" -Você tem lembranças boas?(...)
Dulcie da um sorrisinho estranho.
- Estou construindo uma lembrança boa agora mesmo.
- Agora?
- Aqui, com você."

" Metade das pessoas que estou vendo não estão realmente atentas. Elas não estão ligadas. Nunca se dão conta de quão espetaculares as coisas são.
- Tipo o quê?
- Tipo... - ela pensa durante alguns segundos.
- Pipoca de micro-ondas.
- Você esta de brincadeira.
- Pensa bem, você bota um saco de grãos lá dentro, espera quatro minutos... - ela abre a boca e bate os dedos contra suas bochechas esticadas, faz um barulhinho de estouro - e voilá! Surge um saco fumegante cheio de delícias amanteigadas bem na sua frente.
- É isso o que você considera o milagre da existência humana?
- Não. Mas também não é péssimo. É um prazer singelo, tá bom? Você conhece alguma coisa assim?"




"Vai lá e trate de produzir algumas lembranças."

" Nós seres humanos , não conseguimos evoluir sem dor."



Até a próxima e sonhem com unicórnios...e fadas mordentes que te matam. E anjos de azas pichadas...^^

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu não quero realismo. Eu quero mágica.


Tecnicamente, eu sou uma doida assumida. Sim. Muito mesmo.
Tudo começou...com aquele primeiro livro, de um garoto da minha idade (na época em que li) que descobre ser um bruxo... e vai para uma escola de magia e bruxaria e enfrenta perigos e tem aulas de poções e faz amigos incríveis e enfrenta um trasgo e um cão de três cabeças e... e... meus deuses - Eu também queria ir para Hogwarts... MAS NÃO. Nada. Bulhufas. Coisa nenhuma.
E aí... eu pirei.

Simples assim. Minha carta de Hogwarts não chegou. O que é absolutamente injusto, pois tenho certeza de que seria uma das melhores alunas que Hogwarts já viu, A MELHOR, porque seria totalmente cdf com o maior prazer.

Entende o quanto isso é frustrante?

Vamos voltar as idéias. As idéias mais claras. Calma Taís.
Então, essa mesma pessoa que vos escreve, agora é uma adulta frustrada (eu não gosto dessa palavra - adulta - me soa como algo nauseante) que ao invés de querer ter sonhos realizados de
carreira, trabalho, faculdade, amorecos, carros e tudo esse negócio aí, prefere pensar no dia em que encontrara um gênio dos desejos ou fada ou gnomo, que seja, que lhe conceda a possibilidade de entrar num mundo mágico, de ser uma criatura mágica ou algo assim.
Éeeee.... a coisa é esquisita assim.
Entende? E a coisa mais triste disso tudo, é que de fato nada parece me fazer feliz, nenhum plano de carreira, nenhum trabalho legal... nada, porque o que eu quero mesmo não existe :(

(ou existe - minha mente alucinada me diz que sim, que com certeza existe - um dia desses ainda vou ver uma fada descuidada)

Ou seja: A vida real não me é suficiente. E o que diabos vou fazer? Na verdade, acho que estou mesmo mau.

cadê essa placa? cadê heim? onde...?


Onde esta a minha carta de Hogwarts ???

Alguém interceptou a minha carta! Quem pegou a minha carta?!
Resposta provável:

minha resposta: - eu também acho Harry. Ou foi o espirito do Dobby, e a câmara secreta foi bizarramente reaberta, e eu estaria em perigo se fosse para Hogwarts....
- Mas espirito do Dobby, eu não me importo! Tudo bem, eu morreria feliz!

Porque? Porque? Me diz: Por que?!

Agora, cá estou eu, fazendo a chatisse da faculdade, trabalhando num emprego chato e idiota para pagar a faculdade chata, endividada para manter o meu vício em livros, que são uma droga maravilhosa para o meu tipo de loucura (alimentando o meu leque de mundos legais e minha tortura por não poder viver neles) e totalmente, absolutamente, frustrada, infeliz e desequilibrada.
Acho que preciso de um médico. Ou não. Eu gosto da minha loucura.
O problema é não poder viver nela.





Sabe o que é almejar um tipo de coisa que te faria muito feliz, e perceber que você nunca vai ter acesso á isso?
é pior do que almejar ser tri, bi ou milionário... a situação é tensa.
E enquanto isso, eu vou tentando existir nessa realidade que me enlouquece, tentando viver sem toda aquela mágica dos livros e tendo crises gravíssimas em intervalos de desespero.

Minha alma anseia por mais do que a realidade pode me dar.

E eu sinto um aperto no coração quando leio livros como Percy Jackson e os olimpianos, Os instrumentos mortais, Alice no país das maravilhas, O senhor dos anéis, Eragon...Mas principalmente quando leio Harry Potter. Sério. Minha sanidade vai bater ponto em outra dimensão, e eu realmente sofro quando paro a leitura para pensar: Eu não posso estar lá.

Eu pensando na minha vida. Ou num final de semana em casa. Só faltou um livro.


Eu sei. Sim, eu sou maluca mesmo. Eu disse isso.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Academia de vampiros - O beijo das sombras
em que eu faço uma resenha um tanto confusa e revoltada.




Sinopse:
Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade. Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
OPINIÃO GERAL SOBRE O LIVRO:

Eu comprei um boxe com os três primeiros volumes dessa série. Estava na promoção... e eu havia lido em alguns blogs dos quais geralmente as dicas são muito boas que essa história era bem original e diferenciava bastante do que estava em cena (leia-se vampiros apaixonados por humanas chatas) e que...enfim, valia a pena. E além do mais eu estava num surto consumista, e aí...foi.
Certo. Vamos por partes.
A história tem pontos positivos e negativos.
Então, como eu não gosto de quebrar o barato de ninguém, vou começar pelos
pontos positivos ;D

As coisas acontecem. Muito rápido, e a leitura não é difícil, eu li super rápido, por que não cansa e a autora não enrola. A protagonista, Rose, não é um pé no saco, mas não me pareceu o tipo de pessoa da qual eu seria amiga (acho que nos mataríamos - temperamento explosivo) e tem partes engraçadas, e a história é interessante.

Agora, esquecendo esse negócio de pontos positivos, me diz:
Por que diabos ser guardião de vampiros da realeza só para que a sua espécie mestiça possa continuar existindo? Os argumentos da autora me pareceram bastante furados, e eu não gostei disso. Por que? Por que deixar de viver a sua vida, para ficar cuidando de proteger a dos outros? Ainda mais por esses motivos...


Quando estava lendo o livro, isso ficava me passando pela cabeça e me incomodava bastante. Que graça teria ser um meio-vampiro (dampir) para ficar nas barras da saia de alguém, protegendo o individuo? Sendo que se eles quisessem e se esforçassem para aprender isso, os vampiros (moroi) poderiam muito bem aprender a se defender. Para mim isso não faz sentido, se fosse eu, eu dava o fora total.

O começo da história me pareceu meio sem graça, e eu sinceramente fiquei meio arrependida de ter pegado esse livro para ler. Simplesmente me senti enganada e lendo mais algum livro de vampiros bem trouxa mesmo.
Mas muita calma. O livro não é ruim.
Acho até que foi ligeiramente mais original do que muitos que dei uma olhada. Toda essa historia de criar diferentes "raças" de vampiros é bem interessante.

O problema é que eu descobri o final. Antes mesmo da metade do livro.
E sabe o que é mais irônico?
Isso aqui ó:

"Misterioso,único e encantador, com um final tão surpreendente que só os detetives mais sagazes poderiam deduzir."
-Publishers Weekly

Na verdade, se você usar o que chama de cérebro, descobrirá sim no que vai dar essa história. Ou eu devo ser mesmo uma detetive sagaz ;DD



Eu ao perceber que sou uma detetive sagaz


Então, história vai, história vem, e chegamos ao final, em que, infelizmente, não foi exatamente surpreendente.

Eu já sabia...


Então, depois de todos esses comentários um tanto confusos, voltando ao foco. A resenha .

Os personagens que Richelle Mead criou não são rasos, a Rose, que é a protagonista, não é ruim. É do tipo que não precisa de um salvador e sabe muito bem se defender sozinha. Na verdade, ela é a salvadora da história, sempre por perto para ajudar e proteger a sua amiga Lissa, uma morói que tem muitos problemas. Não desgostei dela, é bem legal ver a história pelo seu ponto de vista. A Lissa parece ser bem frágil, e eu não me senti compelida a gostar dela. Não sei, acho que nessa parte vai de quem lê. Pode ser que para outras pessoas que lerem o livro, elas possam parecer muito legais e tudo mais, mas para mim não foram muito além de leve simpatia e suportável.
É difícil dizer se um livro é bom ou não é, exatamente por isso. As pessoas são diferentes. O que me conquistou pode muito bem ser detestável para outros. O que posso dizer é que a história não é ruim, nada de medíocre e mal escrito. E acredite, o mercado literário esta cheio disso.

Ah, tem o Dimitri e o Christian, que são muito interessantes, sendo o meu favorito o Christian, e achei uma pena que ele não tenha tido tanta atenção e mais participação... pois me pareceu um personagem promissor.
E devo acrescentar, que ao meu ver, entre ser uma dampira e uma moroi, eu prefiro ser uma strigoi. Me parecem mais com o vampiros verdadeiros. Ou eu não presto mesmo.

Portanto, se o sobrenatural é a sua praia (é a minha), e você gosta de YA, vai fundo. Acho que vai gostar sim. Eu gostei, só não foi amor a primeira vista.


Richelle Mead - gostei do cabelo dela ;)

Enquanto isso, vou me preparando para ler o segundo volume da série, Aura negra, que pode (ou não) ser melhor, e quem sabe, a resenha terá bastante gifs felizes e animados!

Obs: NÃO GOSTEI DESSAS CAPAS. OS MODELOS SÃO FEIOS, E HONESTAMENTE, EU NÃO SEI QUEM É QUEM.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cidade das cinzas, de Cassandra Clare
e um agradecimento em especial aos cartões de crédito, por nos permitir endividarmos sem nem termos dinheiro para isso...

Sinopse:

"Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.

Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai?

Nessa seqüência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações."


OPINIÃO GERAL SOBRE O LIVRO:

Ah, meus deuses, eu estarei falida antes mesmo de terminar este post...acabei de ler cidade das cinzas e já vou usar um dinheiro que não tenho para comprar o seguinte, porque a Cassandra Clare me fez o favor de escrever livros tão bons e tão tão legais que agora sou uma fã viciada que esta roendo as unhas pelo próximo livro e usando o seu cartão de crédito para faze-lo - detalhe - esta mesma fã maluca não tem um emprego no momento para pagar a fatura do citado cartão. O negócio esta crítico.
Cidade das cinzas mantém a mesma dinâmica do primeiro livro, ou seja: é super, incrivelmente bom e eu adorei tudo.
Novos personagens nos são apresentados, incestos são cometidos ( isso não é tecnicamente um spoiler, eu acho...), fadas e suas cortes e rainhas, mais vampiros, demônios, muitos demônios, momentos de choque e de p.#**q*p# eu não acredito que isso aconteceu, adolescentes que não querem se tornar homens e enfrentar seus próprios demônios e por isso preferem descontar tudo verbalmente nos outros (quando lerem vão ver de onde tirei isso), mais Jace e toda a sua modéstia e suas respostas de idiota prepotente que adoramos (eu adoro, pelo menos), e Alec, e Luke e tudo mais, por que eu adoro todos eles *-*.
A história é ótima (eu realmente precisava dizer isso?) e nada é chato, nem mesmo os personagens que de fato são chatos (isso faz sentido?), tipo a Inquisidora e sua neura com o Jace, e o que quero dizer é que definitivamente Cassandra Clare e seus livros foram mesmo uma das minhas grandes descobertas do ano, e se eu me estender demais falando sobre o quanto gostei do livro, vou acabar dando spoiler sem nem avisar ou perceber, e ai as pessoas vão me xingar - isso se alguém de fato lê esse blog... :(

Citações aleatórias...

" - Ora, vamos, Jace - disse Clary. - Você não pode esperar um comportamento perfeito de todos. Adultos também fazem besteiras. Volte para o instituto e converse com ela racionalmente. Seja homem.
- Não quero ser homem - disse Jace. - Quero ser movido á angústia adolescente, sem conseguir confrontar os próprios demônios internos e descontando tudo verbalmente nos outros."

***

"Então você é o pai de Clary - disse. - Sem querer ofender, mas dá para perceber por que ela o odeia.
O rosto de Valentim ficou impassível, quase petrificado. Seus lábios se moveram quando ele falou.
- E por que ela me odeia?
- Porque - respondeu Simon - Você é obviamente psicótico."