quarta-feira, 21 de julho de 2010

Algumas maneiras de se tornar imortal:
(post totalmente inutil, vá em frente somente se não tiver mais o que fazer)


* Descobrir a pedra filosofal



* Me tornar uma vampira (mas para isso preciso encontar um vampiro disposto a me transformar)




*Procurar um gênio ou uma fada que conceda desejos




* Ir para a Terra no Nunca





* Fazer um acordo com o diabo (mas acho que não seria muito para ele, uma ver que se não morro, não tem alma pra ele)





* Mandar pintarem um retrato meu e prender minha alma nele (para que envelheça em meu lugar, sabe)





* Morrer e me tornar um fantasma (que são imortais, pois já morreram!)






Pena que essas opções não existam em nossa realidade chata...

sábado, 17 de julho de 2010

Entrevista com o vampiro - Anne Rice

Editora: Rocco

A história começa com o vampiro Louis, que resolve contar sua história para um jovem humano que vive pela noite a procura de histórias de vida interessantes para grava-las em fitas cassetes (Quando Anne Rice escreveu o livro elas eram atuais, ok). A narrativa se discorre sobre como Louis foi transformado em vampiro e os fatos que o marcaram desde então.

Em 1791, Louis era um jovem de 25 anos de idade, que não tinha qualquer outra preocupação além da administração de suas terras em Louisiana e os cuidados para com sua mãe e irmã, além de um irmão mais novo, Paul, que havia se tornado uma espécie de fanático religioso, chegando ao ponto de alegar ter visões verdadeiras de santos e anjos, algo que um dia acabou porcausar uma séria discussão discussão com Louis, terminando com sua morte e modificando completamente o comportamento de Louis, que passou a se sentir culpado por sua morte e a desejar morrer também, só que sem a coragem necessária para acabar com a própria vida, até o dia em que em uma de sua andanças, terminou nas mãos do vampiro Lestat, e não nas mãos da morte que tanto desejava.

Opinião geral sobre o livro:

Louis nos faz sentir o que ele sente e talvez por que suas angústias e dúvidas sejam parecidas com as minhas, tenho uma certa empatia por ele.

Anne Rice já escreveu muitos livros , e uma grande parte sobre vampiros, mas de todos eles, acho que este é o melhor. A história é linda e é um dos meus livros favoritos, embora me deixe meio mal com a vida. Seus personagens tem características e sentimentos muito próprios, especialmente Lestat (meu favorito), com seu sarcasmo impagavel. Louis, o centro da narrativa, não parece compreende-lo muito, mas isso não muda nada. E, é claro, a personagem da criança vampira Claudia...quem pensou numa criança vampira antes??? não é à toa que penso que Stephenie Meyer pegou um monte de elementos do universo vampiresco de Rice...é bem nítido isso, só é ler seus livros, até na descrição da "pele branca como o mármore". Não que eu esteja sugerindo que Meyer plagiou Rice...apenas que usou elementos de sua narrativa, até por que não dá para negar que a autora de Crepúsculo sabe escrever e tem sua própria maneira (respeito bons escritores, mesmo quando não concordo inteiramente com seus modos de ver a vida). Enfim, voltando a Rice, eu realmente recomendo a leitura desse livro, porque ele é tão belamente escrito, e é definitivamente uma boa história, mesmo estando um pouco esquecida últimamente (por isso o post...as pessoas tem de ler também coisas nem tão atuais para ampliar sua visão).

Pontos positivos:

A criatividade da história e seus pernonagens únicos... sério, Cláudia, Louis e Lestat têm personalidades muito diferentes e bem desenvolvidas.

Pontos negativos:

Algumas pessoas podem não ter paciência para as descrissões e momentos de melâncolia do Louis. Eu mesma demorei um tempo para resolver reler, pois na primeira vez eu havia gostado muito ( li em 24 horas), mas na segunda achei lento. Agora que acabei de começar novamente estou gostando de novo. Bizarro, eu sei.

Citações favoritas:

" - As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. Não sei por que. Não, realmente não sei por que. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil."

" (...) Vi meus verdadeiros deuses... os deuses da maioria dos homens. Comida, bebida, e segurança no conformismo. Cinzas."

E agora...

Entrevista com o vampiro: O Filme

Que é muito bom, também! Além de ser o único filme em que acho Brad Pitt e Tom Cruise bonitos...e na verdade eu detesto admitir esse tipo de coisa... (as pessoas geralmente não concordam com as minhas preferências, não sei por quê...).



Louis e Lestat (Tom Cruise). Não é verdade??? Eles não estão lindos?!



Louis (Brad Pitt)



Cláudia, a criança vampiro (Kristen Dunst), que no livro tinha cinco anos quando foi transformada, mas no filme a atriz já tinha uns 10 ou 11 anos. Antes eu á achava muito boa para o papel, mas agora que reli o livro não consigo mais imagina-la como a Cláudia da história.


Cláudia, Louis e Lestat

O filme alterou alguma passagens da história original (coisa que sempre acontece), mas é bem feito E Louis e Lestat não são gays,eles parecem ser bissexuais (a maioria dos personagens da Anne Rice parece ser), mas a verdade é que Anne escreve como se não houvesse distinção alguma entre os sexos, as pessoas se amam, ponto (não me refiro a Louis e Lestat por que o primeiro não gosta muito do segundo). E não tem nenhuma parte erótica entre eles no livro. E acho que no filme também não...eu acho... faz um tempo que assisti.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

' - Mude

Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas observando com atenção os lugares por onde você passa.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... Leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça de um hábito um estilo de vida. Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma nova palavra por dia numa outra lingua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delicias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
TENTE!
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Escolha outro mercado... Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, compre novos óculos.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, mude o visual.
MUDE
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre :Invente-as.
Seja criativo.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Clarice Lispector ♥

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eclipse - o filme




Na última terça feira tirei o dia para ir ao cinema e ver enfim o tão comentado e aguardado filme da "saga Crepúsculo", Eclipse. É claro que o filme ja esta em cartaz a mais de uma semana, mas o caso é que eu é que não iria entrar numa sala de cinema com um monte de adolescentes bizarras gritando coisas vergonhosas sobre o Pattinson ou o Taylor Lautner o cara que parece que tomou anabolizantes...portanto, tive de sair numa manhã cinzenta, chuvosa, bem cedo, só para poder assistir ao filme com alguma paz (peguei a sessão das 12:oo hs).
E não é que o filme é relativamente legal?!
Sim!
Eclipse é o melhor filme da saga até agora, e fiquei até surpreendida porque achei que iria ser bem nada a ver (tipo Crépúsculo) ou muito lento (como Lua Nova). Mas o caso é que tem algumas cenas bem ilárias, as cenas de ação melhoraram também, e, para dar mais ânimo, Robert Pattinson aparece mais vezes (sim, eu admito que acho ele lindo...fazer o que?).
Ok, então vamos aos grandes motivos para ir ver o filme:


motivo 1

motivo 2

Só para ver (e admirar) esses dois, creio que já basta de motivos.

Cena sem noção:



Achei totalmente sem noção essa cena...por quê?
Poque o desfecho é absurdamente diferente do livro, no qual a bella não sai de repente e senta na moto do Jacob e se manda sem mais nem menos (achei que ela ficou parecendo uma vadia cretina nessa parte.


Coisas legais sobre o filme:

* O começo do filme esta diferente (e melhor), que é a cena em que o Riley (garoto da foto abaixo da do Edward) esta saindo de algum lugar com música que não me lembro o que era e começa a ser perseguido por Victoria algo muito veloz e então é mordido e começa a se transformar.



* A cenas de lutas estão boas.



* Numa das poucas aparições do resto do grupo de Jacob (que esqueceram de tomar anabolizantes), tem uma parte bem engraçada quando eles começam a falar dos monólogos interiores de Jacob sobre ligar ou não ligar para a bella.

* A cena da barraca esta boa também (minha amiga só foi ver o filme para ver essa parte, tamanha era o seu desânimo, mas também gostou no final - e sem passar mal - algo inédito em todas as vezes em que fomos ver os filmes da saga).

* Edward comentando 'sutilmente' sobre o fato de Jacob parecer não ter camisas. Não tiro sua razão.



* As histórias de como Rosalie e Jasper acabaram vampiros também foram incluidas no filme, e ficaram até que bem feitas, além da parte das história da tribo de Jacob, só que esta última não ficou muito clara, porque faltou uma boa parte.

* Achei o discurso da Jessica na formatura inspirador, mesmo tendo sido incluido no filme, pois tenho quase certeza de que não existe no livro.

Acho que tem outras cenas das quais estou esquecendo, mas no momento não consigo me lembrar...então, vou parar por aqui mesmo. Resaltando que esse filme da para assistir mesmo que não se goste muito da história em geral...e

uma idéia que me passou pela cabeça agora: Não vá assistir esse filme com o namorado. Pelo menos eu não iria. Por que?
Porque seria deprimente depois de ver o Edward.
Nem sei como tem um monte de garotas que fazem isso. Eu não consiguiria...


Uma observação final: Não sei se deu para perseber por esse post, mas eu não vejo a mínima graça, ou beleza, no tal Taylor Lautner...até porque ele não tem nada a ver com o personagem descrito no livro. Pronto, falei.

quinta-feira, 8 de julho de 2010


A arte de Tim Burton

Esse é o primeiro post em que não escreverei nada sobre livros, já que não pude resistir ao impulso de mostrar um artista tão incrível e criativo como este...além, é claro, de eu adorar todos seus filmes tudo o que é inspirado neles. Eu sei. O blog é de resenhas de livros...mas foda-se.
Agora vou escrever sobre o que eu quiser.

Certo. Agora vamos ao post...
Os filmes nos quais Tim Burton trabalha brincam com a realidade, têm personagens excêntricos, ou quando são baseados em livros, como no caso de Alice in Wonderland e Charlie and the chocolate factory, captam bem a essência do livro, as vezes não muito fielmente...mas isso só deixa ainda mais divertidos seus filmes.




Todo mundo que leu realmente o livro de Lewis Carroll sabe que o roteiro do filme de Burton é foge, e muito, da história original, e há até personagens que também não existiam, mas o visual é incrível, e o chapeleiro maluco e (principalmente) a Rainha de Copas estão muito legais, adorei Helena Bonham Carter no papel, que acabou deixando o personagem mais interessante.









Esse filme é um musical (acho que foi o único que assisti do gênero). Cômico e dramatico. As divagações de Nellie Lovett parecem até surreais, e todo o filme tem uma fotografia que lembra os filmes alemães de uma década que me esqueci , meio sombria, sem muito luz. E para completar é inspirado numa lenda inglesa real do tal barbeiro serial killer.
Comentário extra: não é super legal a ideia de fazer tortas com carne de gente?! (adoro a nellie - acho que porque tenho uma queda por personagens que acabam sobrando em histórias por não ter seu amor correspondido).




Essa parte é uma das divagações da Nellie. Preciso dizer que faz parte do lado cômico do filme?




A noiva cadaver foi feito em stop motion e é bem bonitinho, mas no estilo de Burton. É uma das animações mais bonitas que já vi, com bonecos com um designer muito bom e cenários lindos.





Viu?


Eu tenho uma opinião bem específica quanto a este filme, que é um remake que contrária a regra geral , pois é MUITO MELHOR que o primeiro. Sério. Quando digo isso tem gente que não acredita, então eu digo LEIA O LIVRO e voçê verá o quão verdadeira são minhas palavras. O filme é totalmente fiel ao livro e tem a essencia da história traduzida nas imagens. Acho que nunca vou me cansar de assisti-lo.




Chega a dar agua na boca...Eu também queria conhecer essa fábrica...aff
Coisas legais nunca existem na realidade.








A lenda do cavaleiro sem cabeça é uma mistura de conto de terror com história de amor e pitadas de comédia. A gente se assusta e se diverte ao mesmo tempo e tem uma espécie de nonsense, que quando assistimos o filme os personagens parecem de fato estar vivendo uma história, um filme, um sonho...tudo, menos a vida real.





Acho que nem preciso escrever muito sobre isso...resumindo: Eu amo o Jack.

This is halloween...this is halloween...



Gente...eu amo o Edward...Johnny Depp esta incrível nesse filme, e a história é linda, além de ser o filme que consagrou Depp.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Revolução dos Bichos - George Orwell


" Á maneira de Esopo, usando animais para figurar as fraquezas humanas, Orwell deixou deixou neste livro, um dos mais sarcásticos depoimentos sobre o chamado paraíso comunista. Através da caricatura, analisa impiedosamente os rumos equívocos do processo revolucionário numa granja inglêsa em que os animais, revoltando-se contra o proprietário, expulsaram-no buscando fundar uma sociedade ideal, que cedo se vê traída pela opressiva atuação dos novos dirigentes."

Opinião Geral sobre o livro:
"A revolução dos bichos foi o primeiro livro que consagrou George Orwell e espelha toda a sua experiência de intelectual participante e desiludido. A história é uma penetrante sátira á Rússia Soviética e aos caminhos equívocos do poder ilimitado, denunciando através da fábula os processos de formação de um regime totalitário".

Citação:

" O homem é a única criatura que consome sem produzir. Não põe ovos, é fraco demais para puxar o arado, não corre o suficiente para alcançar uma lebre. Mesmo assim, é o senhor de todos os animais. Põe-nos a trabalhar, dá-nos de volta o mínimo para evitar a inanição e fica com o restante. Nosso trabalho amanha o solo, nosso estrume o fertiliza e, no entanto, nenhum de nós possui mais do que a própria pele. As vacas, que aqui vejo á minha frente, quantos litros de leite terão produzido este ano? E que aconteceu a esse leite, que deveria estar alimentando robustos bezerrinhos? Desceu pela garganta de nossos inimigos. E as galinhas, quantos ovos puseram este ano, e quantos transformaram-se em pintinhos? Os restantes foram para o mercado, fazer dinheiro para Jones e seus homens. E você, Quitéria, Diga-me onde estão os quatro potrinhos que deveriam ser o apoio e o prazer da sua velhice? Foram vendidos com a idade de um ano - Nunca mais você tornará a vê-los. Como paga pelos seus quatro partos e por todo o seu trabalho no campo, que recebeu você, além de ração e baia?"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

' - Lembra-te



" Um livro aberto é um amigo que fala;

Fechado, um amigo que espera;

Esquecido, uma alma que perdoa;

Destruido, um coração que chora."


Voltaire.
Qual livro vocês estão lendo agora?